quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ao Mistério Exu do Ouro

Por Jorge Scritori.


Vitalizador da Prosperidade,

Elo Guardião do Amor Universal,

Fonte da Vida e Riqueza do Ponto Mineral,

Clamo a ti, Mistério da Criação.

Ajude-me a transpassar as paredes do ego, do orgulho e da vaidade que alimentam os vícios humanos, estimule em mim as virtudes, concebendo-as em todos os sentidos,

Para que eu possa enxergar as minhas riquezas interiores e esgotar as minhas pobrezas interiores e exteriores.

Ajude-me a trilhar um caminho virtuoso e rico, pelos princípios do amor incondicional.

Traga Luz às minhas trevas interiores e leve-as à Luz da verdade.

Mostre o caminho do meu pão,

Para que ele não me falte à mesa,

Mostre o caminho do meu trabalho profissional,

Para que meu corpo e a minha mente não fiquem ociosos perante a minha jornada carnal,

Mostre o caminho da minha espiritualidade,

Para que eu possa alimentar o meu espírito e não deixá-lo adormecido para as Verdades Divinas.

Mostre-me que os bens e ganhos materiais são recursos que fazem parte da minha evolução, como energia movimentadora da matéria.

Que estes bens adquiridos jamais se tornem chumbo em minha caminhada, antes disso, que eu os sutilize, usando-os também para ajudar meu próximo.

Que eu aprenda e manifeste em minha vida que quanto mais ajudo ao próximo mais o universo em Vosso Mistério reverte em prosperidade à minha vida.

Abra a minha prosperidade, mas também abra a minha capacidade de pensar e raciocinar de maneira próspera.

Ensine-me o relacionamento individual e pessoal, pois cultivando o amor próprio estarei apto a amar ao próximo.

Faça brilhar a Luz do ânimo e da boa vontade e

Corte em mim o hábito da reclamação e do desânimo. 

Que a cobiça aos bens alheios não faça parte dos meus sentidos.

Faça-me reluzir como pedra preciosa, afastando o falso brilho da injúria e da inveja.

Brilhe no meu interior para que eu possa iluminar e guiar aqueles que estão presos na escuridão e distantes do Conhecimento Divino.

Brilhe no exterior, para que esse brilho traga consciência e arrependimento àqueles que me querem e fazem mal.

E sendo assim, que esta encarnação seja abençoada pela Sua Manifestação em meus sentidos e que sejamos transbordados pelo Seu Mistério.

Que o Ouro de Mamãe Oxum e o Ouro do Amor e da Prosperidade sejam vitalizados em minha vida através de ações e momentos virtuosos.

 Laroyê Exú do Ouro!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Disciplina e Hierarquia

Umbanda é magia – e magia não é privilégio de ninguém. Magia é a arte de manipular a natureza, criando campos de força. E é exatamente isso que fazem os Guias nos terreiros de Umbanda. Mas para que todo esse campo de força funcione é preciso que haja entendimento em dois elementos: Disciplina e Hierarquia.

 
Uma pessoa muito culta me disse um dia: "Gostei muito da Umbanda. Lá todos são deuses, ou seja, todos têm condição de fazer o milagre". A hierarquia na Umbanda é respeitadíssima por todos os participantes. O Comandante Espiritual dita as regras e a filosofia da Casa, o Dirigente e seus auxiliares diretos, como o mestre de cerimônias, cuidam da gira e dos médiuns, e os curimbeiros cuidam da disciplina e do conjunto de instrumentos usados no terreiro.
Sobre a obediência à hierarquia o Caboclo Sete Encruzilhadas disse: "Quem não sabe obedecer, jamais poderá mandar".
 
Este conjunto de respeito forma a união e a integridade mágica da casa espiritualista de Umbanda. Sem disciplina rígida e séria uma Casa de Umbanda não prossegue seu trabalho sob os auspícios da Espiritualidade Superior. O que parece, às vezes, exagero do Dirigente no sentido da manutenção da disciplina, do respeito ao terreiro e aos Guias, do respeito à hierarquia constituída, da não permissão de fofocas ou conversas fúteis, constitui-se, na verdade, no grande pára-raio ou entrave à entrada de espíritos obsessores, zombeteiros, mistificadores que, em nome de uma suposta caridade sentimentalóide e adocicada, atuam criando confusões, brigas, desentendimentos, desânimos e queda da Casa Umbandista. Todo cuidado é pouco. Não importa que agrade ou desagrade.
 
Quem tem espírito de amor e busca um Templo sério, e a verdadeira espiritualidade que conduz à evolução, compreende, adere. Caso contrário, é melhor que fique de fora da corrente, pois o orgulho, a vaidade e a ignorância são instrumentos nas mãos dos inimigos invisíveis para a produção de parada ou desmoralização de um Grupo Espiritualista.
Pois como já dizia André Luiz, pelo médium Chico Xavier: "Caridade sem disciplina é perda de tempo".
 
 
 

 
Colaboração do Médium Robson Guedes (CT) -
Texto de autor desconhecido.

Momentos


Momentos que filho meu entra no desespero e ansiedade, esperando que determinadas ações se resolvam num simples passo, passo esse que não depende unicamente de um indivíduo, mas sim de uma coletividade onde a engrenagem pequena gira rapidamente e a grande lentamente.

Então pergunto:
 
O  que adianta se stressar mentalmente e fisicamente, se cada parte tem o seu tempo certo de girar e com o tempo vai aprendendo
que ser ansioso nada mais é que gastar energia desnecessariamente, pois mesmo querendo que a engrenagem rode rapidamente não vai fazer a maior rodar igualmente?
 
Cabe a cada um de meus filhos aprender a viver a coletividade e anular a dependência única e exclusiva dos outros, pois se tu gira rapidamente o outro gira da forma correta para ser eterna.
 
Exemplo:
                         Se tu pegar o relógio e acelerar os ponteiros, o dia vai mudar? NÃO!
 
Então, seja o ponteiro pequeno para que os minutos e a hora certa sigam seu caminho.

Cada um no seu tempo faz o seu próprio tempo.


 
 
Guardião Senhor da Luz Prateada



NUCLEO DE UMBANDA E MAGIA AGUAS DE LUZ
RUA PROFESSOR APRIGIO GONZAGA, 725 – SÃO JUDAS
TEL . (11) 55733852

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O Outro

Por Juvenal Arduini

Estamos sempre com o “outro”.
E o outro é pessoa.
O outro contém certa magia, ao mesmo tempo sedutor e enigmático.
O outro é plural, apresenta múltiplos rostos.
Pode encantar ou desencantar.
Refletir sobre o outro é apaixonante e interminável.
Mas é preciso evitar que o outro seja reduzido a um termo genérico e neutro.
O “outro” ocluso é hermético, indecifrável e, mesmo quando fala,
procura esconder-se.
É desconhecido, distante, estranho, participante de universo cultural inabitual.
O “outro” ameaçador inspira desconfiança, espalha medo e sugere risco.
O “outro” prepotente esmaga os subalternos e espolia o sangue dos mais fracos.
O “outro” vio­lento é agressivo, revela atitude hostil e ação
destrutiva. E tende a eliminar os desafetos.
O “outro” egocêntrico encastela-se em seus próprios interesses e não
enxerga o sofrimento injusto dos que padecem necessidade.
O “outro” constrangedor coage a liberdade e bloqueia a comunicação.
Sartre analisa o olhar do Outro que inibe decisões e tranca pessoas na
incomuni­cabilidade.
O “outro” rejeitado é discriminado, é excluído do emprego, da cultura,
da saúde e da cidadania.
É o outro envergonhado.
O “outro” insensível não se abala perante os assassinatos, a fome, o
desemprego, as crianças prostituídas.
O “outro” traiçoeiro derruba parceiros e abandona os aliados de ontem.
O “outro” cínico engana a sociedade, mas jura publicamente que está a
favor do povo.
O “outro” diferente é original, inédito e revitaliza a comunidade com
valores sólidos e com propostas fecundas.
O “outro” companheiro ca­minha conosco por estradas planas ou esbura­cadas.
E acompanha-nos sem ter marcado encon­tro, diz Aldo Gargani.
O “outro solidário” é a pessoa com quem se pode contar nas horas de
alegria e também de angústia e desespero.
O “outro” aliado assume as causas legítimas daqueles que lutam para
que a justiça alicerce a nova sociedade em estrutura igualitária.
O “outro” movido pela espe­rança avança sempre, sem jamais desistir ou re­cuar.
O “outro” audacioso suscita coragem, remove barreiras e limpa o
horizonte embaçado por temores.
O “outro” emancipatório descativa pessoas aprisionadas por tantas
formas de servidão.
O “Outro” honesto não se vende a barga­nhistas nem se deixa enlamear
por tramas corrup­tas.
O “outro” autêntico é reserva de humanismo e compromete-se
radicalmente com a dignidade humana.
O “outro” dialogal fundamenta a inter­subje­tividade.
O “outro” fraterno é habitado pela caridade transparente, como diz
Levinas, e não se acumplicia com práticas anti-sociais.
O “outro” interpelador acorda consciências anestesiadas para que
definam o rumo de seu futuro.
O “outro” evangélico é capaz de sacrificar-se para que outros sofram
menos e tenham o necessário para sobreviver.
Não podemos esquecer que também cada um de nós é um “outro” para os outros.
E poderíamos perguntar-nos que espécie de “outro” temos sido para os
demais outros.
Ser “outro” é responsa­bilidade.

 ARDUINI, Juvenal. Antropologia: ousar para reinventar a humanidade.
São Paulo: Paulus, 2002.

domingo, 27 de junho de 2010

Vigiemos Nossos Pensamentos


A natureza de nossos pensamentos é que determina nossa felicidade ou infelicidade. Quando estou pensando bem, meus pensamentos são bons, quando penso mal acontece o contrário e acabo sendo envolvido pelo mal.
Meus pensamentos estão intimamente relacionados com meus sentimentos. É importante força de vontade e determinação para policiá-los. Pensamos interminavelmente durante todo o dia e na maioria das vezes não percebemos que estamos pensando.
É quase o que acontece com a nossa respiração, sabemos que respiramos sem cessar, no entanto, não reparamos que estamos espirando quando por algum motivo a respiração nos falta.
O pensamento funciona da mesma maneira, só que esquecer que estamos pensando pode nos causar sérios contratempos e aborrecimentos. De uma hora para outra podemos nos sentir infelizes, irritadiços, estressados, ciumentos. A razão disso é que o pensamento sempre volta para nós, sob a forma de sentimentos.
A escolha portanto, será sempre nossa. Com nossa mente criamos verdadeiros monstros que nos perseguem e podem nos devorar. Com ela também criamos fantasias, sonhos, céus, felicidade. Jamais nos tornaremos irritados sem ter tido pensamentos irritantes, jamais faremos cenas de ciúmes sem antes termos tido pensamentos ciumentos.
Quando nos sentirmos aborrecidos, melancólicos ou deprimidos, verificaremos nossos pensamentos pois o “mal pensar” poderá estar provocando esses maus sentimentos.
Toda atenção é pouca para controlar nossa mente. Nosso pensamento negativo é que transforma nossa vida para pior.
É bom também que não olvidemos que na fase evolutiva em que estamos, nossos pensamentos podem ser influenciados por espíritos que ainda comprazem em nos fazer mal.
Policiemos nossa mente e jamais nos esqueçamos do preceito evangélico do: “Orai e vigiai” (Mt 26:41)

Recebido do Cruzeiro da Luz - Cabana do Caboclo Rompe Mato

sábado, 26 de junho de 2010

O objetivo do homem é a perfeição

FERNÃO CAPELO GAIVOTA 
O objetivo do homem é a perfeição, o qual só se atinge através do próprio esforço.
   Por ser o homem de natureza dinâmica, ele não consegue ficar estagnado por muito tempo. Necessita desenvolver as virtudes divinas. Porém, precisa lutar intensa e incansavelmente contra si mesmo, dominando os impulsos negativos que acumulou durante milênios.
   Quando adquire a consciência sobre necessidade da reforma interior e parte para a luta, surge um grande obstáculo: fazer com que a comunidade, a sociedade, enfim, compreenda e aceite a sua mudança, isto porque os homens em sua maioria preferem ficar presos em si mesmos na ilusão de estar "curtindo" a vida. Foi como aconteceu com próprio Jesus que aqui veio nos ensinar o caminho do bem, do amor, da caridade e foi perseguido e até morto por aqueles que não o compreenderam.
   Assim sendo, o homem novo busca novos caminhos para o seu aperfeiçoamento, objetivando subir a montanha da perfeição, onde vai encontrar outros companheiros incompreendidos por muitos outros, mas que comungam as mesmas idéias. À medida que sobe, vai compreendendo cada vez mais a necessidade de amar, servir e perdoar sempre, porque vê com os olhos da alma - na base da montanha - plêiade de almas na sua miséria moral, por quem sente imensa piedade e que necessitam de amparo, paciência e orientação daqueles que compreendem a lei do amor e da justiça. Volta, então, junto a esses que sofrem, para ajudá-los na busca da liberdade que cada um tem que conquistar e da felicidade.
   Encontra muita incompreensão e também decepção; mas também alegria por parte daqueles que o compreenderão, apesar de minoria.
   Aqueles que não compreendem acusam-no de filho de satanás, demônio entre outras coisas.
   Sente, apesar das dificuldades, prazer em servir; mas sabe como ninguém, que para dar de si mesmo requer muita renúncia, amor e ser também amante da liberdade de bem servir.
   Sabe que está bem sustentado pelo Alto e que é seu dever como devedor da misericórdia divina.
Nectan 

Recebido do Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O sentido da vida

 
Você já reparou como é difícil, algumas vezes, ter respostas para algumas dúvidas do dia a dia? Ter respostas para essas perguntas que nos surgem quando estamos na fila do supermercado, ou escovando os dentes ou parados no sinaleiro, dentro da condução?

Você já não teve dessas perguntas que, um dia, sem pedir licença, entram em nossa mente e ficam rodando, rodando, até que desistimos delas, ou as guardamos no fundo, bem no fundo do baú de nossa mente?

Quem de nós já não se perguntou por que nascemos em situações tão diferentes? E quanto às nossas capacidades, será que Deus nos criou assim tão diferentes uns dos outros?

E por que Ele permite haver uns na Terra com tanto e outros com tão pouco? Ou ainda, por que pessoas boas sofrem, passam por provas, por dificuldades, dores?

Se Deus é soberanamente bom e justo, se Deus é, na profunda síntese do Evangelista, amor, qual a razão disso tudo? Qual o sentido de todas essas coisas, aparentemente tão incoerentes?

Na verdade, quando essas perguntas nos surgem, é nossa intimidade buscando respostas para o sentido da vida. São perguntas que a Filosofia vem se fazendo desde há muito, e que refletem o anseio que cada um de nós traz na intimidade: Afinal, qual o sentido da vida? Por que estamos aqui?

Deus, ao nos matricular na escola da vida, deseja de nós que o aprendizado aconteça. Como todo pai ao matricular seu filho na escola, Ele espera que aprendamos a lição.

Nos bancos escolares, nos matriculamos para aprender a escrever, a manipular os números, a entender um pouco as leis da Física, da Química e de tantas outras ciências. E na escola da vida, o que temos que aprender?

Jesus, no Seu profundo entendimento das Leis de Deus, foi firme ao nos ensinar que o maior mandamento da Lei do Pai é o do amor.

Assim, podemos entender que, quando matriculados na escola da vida, na escola que Deus nos oferece, Ele espera de nós essa única lição: aprender a amar.

Dessa forma, todas as oportunidades que a vida nos oferece, são oportunidades para aprendermos a amar. Seja na situação financeira difícil, ou no físico comprometido, estão aí, para nós, as melhores lições para amar.

A doença que nos surge, de maneira inesperada, é o convite à resignação e fé. O chefe difícil, intempestuoso, nos convida à compreensão.

O filho exigente é a oportunidade da paciência e do desvelo. O marido tirano, a esposa intransigente são os portadores do convite à humildade e compreensão.

A cada esquina, o que a vida nos oferece, seja da forma como ela nos oferece, sempre traz consigo oportunidade bendita do aprender a amar. Você já reparou nisso?

E o aprender a amar se faz no exercício diário desse sentimento, desdobrado nos inúmeros matizes que ele guarda em si, nas mais variadas virtudes que ele permite ser vivido.

Seja onde a vida nos colocar: no corpo doente, no lar carente, na família difícil, ali estará nossa melhor lição para amar.

Tenha sempre em mente que o maior sentido da vida é conseguir perceber e entender que ela guarda, em cada oportunidade, em cada desafio que nos oferece, bendita lição para aprender a conjugar o verbo amar.

Redação do Momento Espírita.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

CABOCLOS


          São entidades, espíritos de índios brasileiros e Sul Americanos, que trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros,
nos ensinando a amar ao próximo e a natureza, são entidades que tem como missão principal o ensinamento da espiritualidade e
o encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue.
Usam em seus trabalhos ervas que são passadas para banhos de limpeza e chás para a parte física, ajudam na vida
material com trabalhos de magia positiva, que limpam a nossa aura e proporcionam uma energia de força que irá nos auxiliar para
que consigamos o objetivo que desejamos,  o trabalho que eles desenvolvem é o de encorajar o nosso espírito e prepará-lo para que nós consigamos o nosso objetivo.
A magia praticada pêlos espíritos de caboclos e pretos velhos é sempre positiva, não existe na Umbanda trabalho de
magia negativa, ao contrário, a Umbanda trabalha para desfazer a magia negativa.
Os caboclos de Umbanda são entidades simples e através da sua simplicidade passam credibilidade e confiança a todos
que os procuram, os seus trabalhos de magia costumam usar pembas,  velas,
essências, ervas, charutos...

Temos também Entidades que são chamadas de Caboclos e têm uma ação poderosa na limpeza astral do ambiente do Templo e dos seus médiuns, que são os Boiadeiros, Baianos e Marinheiros ou Marujos.

 Assim, esses são os Caboclos da nossa querida Umbanda, representando a simplicidade e a fortaleza, nos traz o amor e a energia da natureza para nossa renovação espiritual dentro do caminho que nos leva ao Pai Maior.


Okê Caboclo!!!

Recebido do Cruzeiro da Luz - Cabana do Caboclo Rompe Mato

quarta-feira, 23 de junho de 2010

É O Vento Que Voa


 Marinheiro da Proa
por Mãe Vanessa Cabral

É o vento que voa,
Mãe Iansã não deixa ninguém à toa!
É o vento que voa,
Ô seu Marinheiro segura a proa!
Se o seu barco afundar,
como é que eu vou ficar?
Se o seu barco afundar,
Posso chamar a Sereira do Mar?
Não é preciso chamar... Ela tem um imenso coração!
Não é preciso chamar... Ela perdoa os filhos e abençoa com uma lição!
Um dia, até o peixe vai ver
e toda Terra há de estremecer!
Um dia, até o peixe vai ver
e todos os filhos hão de merecer!
Uma pérola de sabedoria,
Da minha Mãe calmaria!
Uma pérola de sabedoria,
para quem o mal repudia!
Tempestade que balança o mar,
que a todos vêm transformar!
Tempestade que balança o mar,
Traga minha Mãe Iemanjá!
Mamãe Oxum, se a senhora puder vir,
venha também!
Mamãe Oxum, se a senhora puder vir,
Não se importe com tanto desdém!
É que o homem da terra é diferente do homem do mar!
Também pudera, é que nunca viu de perto a doce Iabá!
Jogam flores, só pensando em receber amores...
E é raro quando retornam pra pedir para acabar com as dores...
As dores de um irmão ou até mesmo pra pedir perdão,
e isso sim é problema que só tem uma solução!
Solução igual para o homem do mar e para o homem da terra
A caridade é a solução mais certa!
Por isso, Mãe Iansã bota as ondas pra quebrar
e quando a maré baixar só terão estrelas na beira do mar!

É de marear, mareia a canoa
É de São José, Iansã!
Não me deixe à toa...
É de marear, mareia a canoa
É de São José, Iansã!
Marinheiro da Proa

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mensagem de André Luiz

Casas de saúde espalham-se em todas as direções com o objetivo de sanar as moléstias do corpo e não faltam enfermos que lhes ocupem as dependências.
Entretanto, as doenças da alma, não menos complexas, escapam aos exames habituais de laboratório e, por isso, ficam em nós, requisitando a medicação, aplicável apenas por nós mesmos.
Estimamos a imunização na patologia do corpo.
Será ela menos importante nos achaques do espírito?
Surpreendemos determinada verruga e recorremos, de imediato, à cirurgia plástica, frustrando calamidades orgânicas de extensão imprevisível.
Reconhecendo uma tendência menos feliz em nós próprios é preciso ponderar igualmente que o capricho de hoje não extirpado será hábito vicioso amanhã e talvez criminalidade em futuro breve.
Esmeramo-nos por livrar-nos da neurastenia capaz de esgotar-nos as forças.
Tratemos também de nossa afeição temperamental para que a impulsividade não nos induza à ira fulminatória.
Tonificamos o coração, corrigindo a pressão arterial ou ampliando os recursos das coronárias a fim de melhorar o padrão de longevidade. Apuremos, de igual modo, o sentimento para que emoções desregradas não nos precipitem nos desvãos passionais em que se aniquilam tantas vidas preciosas.
Requintamo-nos, como é justo, em assistência dentária na proteção indispensável.
Empenhemo-nos de semelhante maneira, na triagem do verbo para que a nossa palavra não se faça azorrague de sombra.
Defendemos o aparelho ocular contra a catarata e o glaucoma. Purifiquemos igualmente o modo de ver. Preservamos o engenho auditivo contra a surdez.
No mesmo passo, eduquemos o ouvido para que aprendamos a escutar ajudando.
A Doutrina Espírita é instituto de redenção do ser para a vida triunfante. A morte não existe.
Somos criaturas eternas. Se o corpo, em verdade, não prescinde de remédio, a alma também.
André Luiz

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Umbanda?

UMBANDA????


Infelizmente li isso em uma comunidade. Uma irmã de fé, triste e desiludida, relatou-nos esse angustioso e não menos chocante fato:

Gostaria de compartilhar com meus irmãos de fé a decepção que tive com meu Pai de Santo. Antes queria dizer da profunda dor que estou sentindo, estou meio sem chão. Bom...Lá vai....Durante uma reunião com colegas de faculdade (para um trabalho de antropologia) meu pai de santo agrediu verbalmente uma de minhas colegas que é evangélica e desdenhou dos preceitos da religião dela, falou palavrão o tempo inteiro, disse em nagô que iria "comer" minha colega, agrediu meu marido e bebeu das 17 as 24hs (sem incorporação). Resultado: a minha colega evangélica surtou, teve uma crise de choro e agora mais do que nunca tem horror da umbanda. E o que é pior, o nosso trabalho da faculdade era sobre o preconceito que nossa religião sofre. Bom, não tenho mais um pingo de vontade de voltar lá! As energias do Centro são maravilhosas , mas o pai de santo errou feio....Como posso desenvolver minha espiritualidade num lugar que é dirigido por um louco?

EU NAO SOU NINGUEM PRA JULGAR meu próximo, mas leia atentamente o que escrevo abaixo para ver como o buraco é muito mais embaixo.... Os maus sacerdotes existem em todas as religiões e a Umbanda não é exceção. Fico triste pelos iniciantes que caem nas armadilhas desses criminosos que usam o nome de Umbanda!

Muitos Filhos ou Pais de Santo-PONTE[ ponte ao baixo astral] resolvem abrir seus terreiros e usar o nome de Umbanda. Mas de umbanda infelizmente não têm nada, nem os mentores... São terreiros onde ocorre o intercâmbio clandestino com o astral inferior solerte... Esse intercâmbio clandestino é o mesmo que ocorre nos bares, botecos e casas de prostituição, onde indivíduos fazendo uso abusivo do álcool[e até tóxicos proibidos] e com seus maus pensamentos atraem toda classe de entidades sumamente cruéis.

Num futuro ainda distante, esse intercambio clandestino com o baixo mundo astral será caso de saúde psico-social. Voltando aos terreiros, nesses ambientes que dizem ser Umbandas[mas na verdade são um umba, fazem os maiores absurdos. Não bastando seus ritos barulhentos, batucadas confusas, resolvem ´´fazer cabeça´´ como nos candomblés. Enfim...  já não eram habilitados a praticarem umbanda, agora até se julgam habilitados a fazer culto de nação Africana. Aí funde-se tudo e confunde-se a cabeça e o coração, quando não a fé de muita gente boa que infelizmente se encontra debaixo das vibrações desses Filhos-Ponte confusos.

É um fenômeno real que os ditos umbandistas passaram ao candomblé. Ou melhor: passaram à sub-degenerações do respeitável Culto de Nação Africana. Agora não fazem nem Umbanda nem candomblé. Irão fazer o tal famigerado ´´umbandomblé´´.

Esses falsos umbandistas dizem que orixás ´´brigam pela cabeça dos filhos´´, são oguns agressivos, iansãs ciumentas, oxuns vaidosas, xangôs mulherengos, etc e tal. Ainda pedem sacrifícios de carnes sangrentas, roupas caríssimas, ferramentas e objetos para firmar seus axés. MAS QUE AXÈ, Filho de fé? Será que é dando o ossé semanal e mesmo anual, a festa para o orixá vir, danças no barracão, roupas e guias que vai fazer a ligação e cobertura da Proteção dos Orixás? Será que esses filhos que alimentam essas coisas estão com a consciência em paz? Saiba o respeitado e querido filho-de-fé que a Paz na consciência, a saúde, a abertura dos caminhos não estão à venda nos balcões das tristes ilusões com o ´´imprimatur´´do dito orixá.

Você quer, em verdade, louvar e agradar seu orixá? Louve-o com sua bondade, honestidade, sinceridade e fraternidade. E até com oferendas, mas sem sangue..., sem agonia! Esqueçam as ditas quizilas, ebós, tabus,etc. PENSE NO BEM, esse é o MAIOR AXÉ. Temos absoluta certeza que os orixás não irão castigá-lo. Procurem quem possa orientá-los e livrá-los do submundo astral desses falsos Umbandistas-Pontes do mal que vorazmente vampirizam seu aura, sua vitalidade, saúde e dinheiro! Não caiam de novo nas falácias que tudo não lhe vai bem porque lhe colocaram o orixá trocado, ou que você precisa de um bori sangrento ou ebós...Você perderá seu suado dinheirinho, amigo! Não vá atrás dessas inverdades, pois você ficará mais compromissado ainda com o submundo.

Infelizmente o mal da Umbanda são os “sacerdotes” despreparados e assim confundem os iniciantes. Por isso esse alerta é para os que estão em rotas alteradas e aos desavisados. Não critico pelo simples prazer de criticar, nem alerto por intransigência, porque sei que muitos necessitam, nessa encarnação, permanecerem em ambientes desse tipo por pesadas injunções kármicas do passado. Não é pra esses meu recado. Digo isso antes que  venham, como sempre, com 4 pedras nas mãos para cima de mim. Meu recado é para os que estão mal posicionados. Mas, em relação a que? Em relação à própria Umbanda. Infelizmente a maioria dos terreiros se tornou choça de entidades vampiras que atrapalham a vida. Não caiam nas mãos de dirigentes despreparados que possuem uma conversa fiada de quizilas, ebós sangrentos, boris, sacudimentos etc, ou de orixás trocados ou brigas dos mesmos.

Orixá é um ser altamente posicionado, divino e não possuem as características que os humanos falíveis atribuem a eles. Em vez de ´´puxar´´ os orixás ao nível humano, antropomorfizando-os,   vamos, embora tarde, aprender a subir até eles, divinizando nossos sentimentos e atitudes! 

Recebido do Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz:
www.cruzeirodaluz.org.br

domingo, 20 de junho de 2010

A paz em você

A palavra paz costuma estar nos discursos de todas as pessoas.
Seja o político influente, o religioso, a mãe de família, o patrão ou o empregado, todos afirmam desejar a paz.
Contudo, é comum a percepção de que a paz é algo que se produz no exterior e por obra de outros.
Deseja-se a paz à custa de atos alheios.
Se ela não se faz presente, entende-se que a culpa é de terceiros.
Culpa-se o governo pelos estrépitos das ruas.
Culpam-se os políticos pela cultura de desonestidade que prejudica a tranquilidade.
Sempre são os outros os responsáveis.
Entretanto, toda realização legítima e duradoura começa no indivíduo.
As idéias surgem nas mentes de alguns, alastram-se, convertem-se em atos e gradualmente tomam corpo no meio social.
Toda conquista positiva perfaz esse caminho para se converter de idéia de poucos em realidade de muitos.
Com a paz não pode ser diferente.
Mas, em relação a ela, ainda há uma peculiaridade.
A genuína pacificação se opera no íntimo do ser.
O exterior tumultuado pode constituir um desafio à preservação da harmonia interior.
Ocorre que o silêncio do mundo não induz à paz interna.
Em geral, quem tem a consciência pesada busca se agitar bastante, a fim de não se deter na própria realidade.
Como algo interno, a paz legítima é uma construção pessoal e intransferível.
Ninguém se pacifica à custa do semelhante.
Um ser iluminado pode dar exemplos, conselhos e lições.
Contudo, pacificar-se é um processo de dignificação, que só o próprio interessado pode realizar.
Ele pressupõe a compreensão de que atos indignos sempre têm tristes consequências.
Ninguém adquire plenitude interior sem agir com dignidade e sem dominar seus pensamentos e sentimentos.
A entrega ao crepitar das paixões apenas complica a existência.
Os gozos mundanos são momentâneos, ao passo que a lembrança do que se fez dura bastante.
Não há como viver em paz e desfrutar de vantagens indevidas, prejudicar os semelhantes e fazer o que a consciência reprova.
O requisito básico da paz é a tranquilidade de consciência.
Para isso, é preciso tornar-se senhor da própria vontade.
Hábitos de longa data não somem em um repente.
Enquanto eles são dominados, a vontade precisa ser firme.
Para não viver torturado por desejos ilícitos, também se impõe deter o olhar no que de belo há no mundo.
Sem angústia, mas com a firme intenção de corrigir-se aos poucos, direcionar a própria atenção e o próprio querer para atividades dignas.
Devagar, surge o prazer de ser trabalhador, digno e bondoso.
Como resultado, faz-se a paz no íntimo do ser.
Pense nisso.
(Redação do Momento Espírita)

Recebido de Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz
www.cruzeirodaluz.org.br

sábado, 19 de junho de 2010

A Última Ceia

A Última Ceia
Humberto de Campos
Reunidos os discípulos em companhia de Jesus, no primeiro dia das festas da Páscoa, como de outras vezes, o Mestre partiu o pão com a costumeira ternura. Seu olhar, contudo, embora sem trair a serenidade de todos os momentos, apresentava misterioso fulgor, como se sua alma, naquele instante, vibrasse ainda mais com os altos planos do invisível.
Os companheiros comentavam com simplicidade e alegria os sentimentos do povo, enquanto o Mestre meditava silencioso.
Em dado instante, tendo-se feito longa pausa entre os amigos palradores, o messias acentuou com firmeza impressionante.
– Amados, é chegada a hora em que se cumprirá a profecia da Escritura. Humilhado e ferido, terei de ensinar em Jerusalém a necessidade do sacrifício próprio, para que triunfe apenas uma espécie de vitória, tão passageira quanto as edificações do egoísmo ou do orgulho humano. Os homens têm aplaudido, em todos os tempos, as tribunas douradas, as marchas retumbantes dos exércitos que se glorificaram com despojos sangrentos, os grandes ambiciosos que dominaram à força o espírito inquieto das multidões ; entretanto, eu vim de meu Pai afim de ensinar como triunfam os que tombam no mundo, cumprindo um sagrado dever de amor, como mensageiros de um mundo melhor, onde reinam o bem e a verdade. Minha vitória é a dos que sabem ser derrotados entre os homens, para triunfarem com
Deus, na divina construção de suas obras, imolando-se, com alegria, para glória de uma vida maior.
Ante a resolução expressa naquelas palavras firmes, os companheiros se entreolharam, ansiosos.
O Messias continuou :
– Não vos perturbeis com as minhas afirmativas, porque, em verdade, um de vós outros me há de trair!....As mãos, que eu acariciei, voltam-se agora contra mim. Todavia, minha alma está pronta para a execução dos desígnios de meu Pai.
A pequena assembléia fez-se lívida. Com exceção de Judas, que entabulara negociações particulares com os doutores do Templo, faltando apenas o ato do beijo, a fim de consumar-se a sua defecção, ninguém poderia contar com as palavras amargas do Messias. Penosa sensação de mal-estar se estabelecera entre todos. O filho de Iscariote fazia o possível por dissimular as suas angustiosas impressões, guardado os companheiros se dirigiam ao Cristo com perguntas angustiadas. –
Quem serão o traidor? – Disse Felipe, com estranho fulgor nos olhos.
– Serei eu? – Exclamou André, ingenuamente.
– Mas, afinal – objetou Tiago, filho de Alfeu, em voz alta – onde está Deus que não conjura semelhante perigo?
Jesus, que se mantivera em silêncio ante as primeiras interrogações, ergueu o olhar para o filho de Cléofas e advertiu:
– Tiago, faze calar a voz de tua pouca confiança na sabedoria que nos rege os destinos. Uma das maiores virtudes do discípulo do Evangelho é a de estar sempre pronto ao chamado da Providência Divina. Não importa onde e como seja o testemunho de nossa fé. O essencial é revelarmos a nossa união com Deus, em todas as circunstâncias, É indispensável não esquecer a nossa condição de servos de Deus, para bem lhe atendermos ao chamado, nas horas de tranqüilidade ou de sofrimento.
A esse tempo, havendo-se o Messias calado de novo, João interveio, perguntando:
– Senhor, compreendo a vossa exortação e rogo ao Pai necessária fortaleza de ânimo; mas, por que motivo será justamente um dos vossos discípulos o traidor de vossa causa? Já nos ensinastes que, para se eliminarem do mundo os escândalos, outros escândalos se tornam necessários; contudo, ainda não pude atinar com a razão de um possível traidor, em nosso próprio colégio de edificação e de amizade.
Jesus pousou no interlocutor os olhos serenos e acentuou :
– Em verdade, cumpre-me afirmar que não me será possível dizer-vos tudo agora; entretanto, mais tarde, enviarei o Consolador, que vos esclarecerá em meu nome, como agora vos falo em nome de meu Pai.
E, detendo-se um pouco a refletir, continuou para o discípulo em particular :
– Ouve, João. Os desígnios de Deus, se são insondáveis, também são invariavelmente justos e sábios. O escândalo desabrochará em nosso próprio círculo bem-amado, mas servirá de lição a todos aqueles que vierem depois de nossos passos, no divino serviço do Evangelho. Eles compreenderão que para atingirem a porta estreita da renúncia redentora hão de encontrar, muitas vezes, o abandono, a ingratidão e o desentendimento dos seres mais queridos. Isso revelará a necessidade de cada qual firmar-se no seu caminho para Deus, por mais espinhoso e sombrio que ele seja.
O apóstolo impressionara-se vivamente com as derradeiras palavras do Mestre e passou a meditar sobre seus ensinos.
***
As sensações de estranheza perduravam em toda a assembléia. Jesus, então, levantou-se e, oferecendo a cada companheiro um pedaço de pão, exclamou:
– Tornai e comei! Este é o meu corpo.
Em seguida, servindo a todos de uma pequena bilha de vinho, acrescentou:
– Bebei! Porque este é o meu sangue, dentro do Novo-Testamento, a confirmar as verdades de Deus.
Os discípulos lhe acolheram a suave recomendação, naturalmente surpreendidos, e Simão Pedro, sem dissimular a sua incompreensão do símbolo, interrogou:
– Mestre, que vem a ser isso?
– Amados – disse Jesus, com emoção – está muito próximo o nosso último instante de trabalho em conjunto e quero reiterar-vos as minhas recomendações de amor, feitas desde o primeiro dia do apostolado. Este pão significa o do banquete do Evangelho, este vinho é o sinal do espírito renovador dos meus ensinamentos. Constituirão o símbolo de nossa comunhão perene, no sagrado idealismo do amor, com que operaremos no mundo até o último dia. Todos os que partilharem conosco, através do tempo, desse pão eterno e desse vinho sagrado da alma, terão o espírito fecundado pela luz gloriosa do Reino de Deus que representa o objetivo santo dos nossos destinos.
Ponderando a intensidade do esforço a ser empregado e aludindo às multidões espirituais que se conservam sob a sua amorosa direção fora dos círculos da carne, nas esferas mais próximas da Terra, o Cristo acrescentou:
– Imenso é o trabalho da redenção, mesmo porque tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; mas, o Reino nos espera com sua eternidade luminosa!...
Altamente tocados pelas suas exortações solenes, porém, maravilhados ainda mais com as promessas daquele reinado venturoso e sem fim, que ainda não podiam compreender claramente, a maioria dos discípulos começou a discutir as aspirações e conquistas do futuro.
Enquanto Jesus se entretinha com João, em observações afetuosas, os filhos de Alfeu examinavam com Tiago as possíveis realizações dos tempos vindouros, antecipando opiniões sobre qual dos companheiros poderia ser o maior de todos, quando chegasse o Reino com as suas inauditas grandiosidades. Felipe afirmava a Simão Pedro que, depois do triunfo, todos deveriam entrar em Nazaré para revelar aos doutores e aos ricos da cidade a sua superioridade espiritual. Levi dirigia-se a Tomé e lhe fazia sentir que, verificada a vitória, se lhes constituía uma obrigação a marcha para o Templo ilustre, onde exigiriam seus poderes supremos. Tadeu esclarecia que o seu intento era dominar os mais fortes e impenitentes do mundo, para que aceitassem, de qualquer modo, a lição de Jesus.
O Mestre interrompera a sua palestra íntima com João, e os observava. As discussões iam acirradas. As palavras “maior de todos” soavam insistentemente aos seus ouvidos. Parecia que os componentes do sagrado colégio estavam na véspera da divisão de uma conquista material e, como os triunfadores do mundo, cada qual desejava a maior parte da presa. Com exceção de Judas, que se fechava num silêncio sombrio, quase todos discutiam com veemência. Sentindo-lhes a incompreensão, o Mestre pareceu contemplá-los com entristecida piedade.
***
Nesse instante, os apóstolos observaram que ele se erguia, Com espanto de todos, despiu a túnica singela e cingiu-se com uma toalha em torno dos rins, à moda dos escravos mais íntimos, a serviço dos seus senhores. E, como se fossem dispensáveis as palavras naquela hora decisiva de exemplificação, tomou de um vaso de água perfumada e, ajoelhando-se, começou a lavar os pés dos discípulos. Ante o protesto geral em face daquele ato de suprema humildade, Jesus repetiu o seu imorredouro ensinamento:
– Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o. sou. Se eu, Senhor e Mestre, vos lavo os pés, deveis igualmente lavar os pés uns dos outros no caminho da vida, porque no Reino do Bem e da Verdade o maior será sempre aquele que se fez sinceramente o menor de todos.
Do livro “Boa Nova”. Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Recebido de Cruzeiro da Luz - Cabana de Rompe Mato

sexta-feira, 18 de junho de 2010

FRANCISCO CÂNDICO XAVIER e a RELIGIÃO DE UMBANDA

  Parte da entrevista concedida à jornalista Alcione Reis, editora da Revista Seleções de Umbanda com a presença do Babalorixá Omolubá, recebido com muito carinho pelo médium espírita. Presentes na ocasião, entre outros, o Professor Paulo Garrido, presidente da Fraternidade Espírita Bezerra de Menezes.
           
 Seleções de Umbanda: A Umbanda e o Espiritismo caminharão juntos na evolução do Brasil?
Chico Xavier: - Acreditamos que todos nós os cristãos estamos caminhando para a vitória do Cristianismo no Brasil.

Seleções de Umbanda: Por que a mediunidade no Brasil é mais do que no resto do mundo? Estará esse fenômeno incluído na evolução do povo brasileiro?
Chico Xavier: - Os espíritos amigos sempre nos informaram que estes fenômenos se devem a características de povo cristão que marca a comunidade brasileira. O espírito do Cristo é profundamente assimilado pela maioria daqueles que nasceram na terra abençoada do Brasil. E por isso mesmo a revelação tem aqui dimensões talvez maiores que em outras partes do mundo até que o espírito de Cristo consiga também ser assimilado no Brasil e até outros países.

Seleções de Umbanda: A seu ver como sente a Umbanda atual?
Chico Xavier: - Eu sempre compreendi a Umbanda como uma comunidade de corações profundamente veiculados a caridade com a benção de Jesus Cristo e nesta base eu sempre devotei ao movimento umbandista no Brasil o máximo de respeito e a maior admiração.   
               
   Seleções de Umbanda: Chico, cada religião, traz ou deve trazer algo de verdadeiro que possa contribuir a salvação de seus profientes (o Hinduísmo trouxe o dharma para os Hindus, o Hermetismo a ciência e o poder das forças ocultas, o Orfismo é a religião da beleza para os gregos, o Cristianismo o amor e assim por diante) o que traz de positivo a Umbanda?
Chico Xavier: - A meu ver o movimento de Umbanda n Brasil está igualmente ligado ao espírito de amor do cristianismo. Sem conhecimento de alicerces umbandísticos para formar uma opinião específica eu prefiro acreditar que todos os umbandistas são também grandes cristãos construindo a grandeza da solidariedade cristã no Brasil para a felicidade do mundo.

Seleções de Umbanda: O que você acha do mediunismo na Umbanda através de “caboclos” e “pretos-velhos?”.
Chico Xavier: - Acredito que o mediunismo no movimento de Umbanda é tão respeitável quanto a mediunidade das instituições kardecistas com uma única diferença que eu faria se tivesse um estudo mais completo de Umbanda; é que seria extremamente importante se a mediunidade recebesse a doutrinação do espírita do evangelho com as explicações de Alan Kardec fosse onde até mesmo noutras faixas religiosas que não fosse a Umbanda. Porque a mediunidade esclarecida pela responsabilidade decorrente dos princípios cristãos é sempre um caminho de interpretação com Jesus de qualquer fenômeno mediúnico.

Fonte: Cruzeiro da Luz - Cabana de Rompe Mato

quinta-feira, 17 de junho de 2010

METODO DE TRABALHO DOS PRETOS VELHOS


Os pretos velhos utilizam as rezas e os benzimentos. Seus benzimentos com a fumaça do cachimbo limpam a aura dos filhos de fé. Os pais velhos não são viciados no fumo. Os pais velhos evoluídos não precisam do fumo e nem do cachimbo no Plano Espiritual. Ao fumarem seus cachimbos veiculam com a fumaça fortes vibrações que limpam a Aura, desagregando as vibrações negativas que poderiam trazer doenças e sérias perturbações aos filhos de fé. O pai velho sabe como manipular a fumaça de um cachimbo. São vários os graus da evolução de um preto velho. No entanto, todos caminham para a Sabedoria Maior.
Suas mirongas são poderosas. Através do singelo oferecimento do café ou do vinho, os pretos velhos magnetizam a bebida com elementos para a cura e alívio dos filhos de fé. Espíritos evoluídos, não têm necessidades materiais. Não precisam tomar café, vinho ou pinga. Se alguns pais velhos utilizam o café ou vinho é por que tem alguma finalidade superior. Estou falando dos pretos velhos evoluídos e sábios.
O médium de Umbanda tem que se aprimorar cada vez mais para ser um instrumento fiel dos sábios pretos velhos.
Ouvir a voz paciente do médium incorporado com seu preto velho, receber seu benzimento traz alívio e reconforto. Os pais velhos benzem crianças com ramos de arruda e alecrim.
Como homenagear os queridos pretos velhos no dia 13 de maio? Faça uma prece singela ou acenda uma vela branca. Mantenha sempre uma vibração de paz e concórdia. Ame e compreenda seus irmãos e se liberte dos véus da ignorância e do egoísmo. Não há felicidade suprema sem transformação para o Bem!
Saiba conversar com o preto velho! Não o escravize novamente com pedidos egoístas ou maldosos. Lembre-se da lei da Caridade!
Confie! Oxalá colocou em nosso caminho a serena e experiente proteção dos pretos velhos para nossa libertação!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

PALAVRA DE PRETO VELHO


Muito se apergunta ainda pelos meios sociais desse Brasil a fora, se a Umbanda é verdadeiramente uma Religião e se nela há realmente a presença de Espíritos de Luz?
Nego veio fica a olhar que tudo o que foge a compreensão de alguns é levado pelo homem a instâncias da crítica e do julgamento. E olha que tem muito juiz de plantão!
Ao contrário de adotar esses tipos de atitudes seria melhor que os filhos buscassem estudar e compreender os fundamentos da divina Lei de Umbanda, que visa acima de tudo o despertar da religiosidade de cada adepto, de cada umbandista.
É meus fios, como disse o Nosso Senhor Jesus Cristo: “é preciso ter olhos de ver e ouvidos para ouvir”. É necessário ver e ouvir com a alma.
Nego veio fica a admirar a beleza de ritualística e de escolástica que cada templo de Umbanda tem a oferecer aos filhos que o procuram, tendo em vista a adaptação íntima e o nível evolutivo que cada qual apresenta.
A Umbanda não nasceu em Terra para forçar a consciência de ninguém! Muito pelo contrário! Ela é um canto de libertação e foi em busca dessa liberdade que muitos espíritos a ela acorreram se prontificando a servir ao bem; a Causa do Amor Maior.
Nego veio também sabe que existe inté uns fios que vão aos terreiros a fim de provar suas convicções e assim afirmam: se realmente são espíritos de luz? Por que fumam cachimbo, charuto e cigarro?
- As baforadas que as Entidades soltam nos atendimentos são mensageiras, servindo ao médium como meio de isolamento as energias deletérias que alguns atendidos trazem consigo. São também desagregadoras de miasmas e larvas astrais.
Fumo de Vô meus filhos tem mironga e tira mandinga e não tem nada a haver com viciação.
É claro que nego Firmino quando pita seu cachimbo estando em terra se alembra do tempo da senzala onde tive muitas lições no meu viver, no resgate de minhas faltas.
Na hora de fazer proseador essas lições fazem com que veio traga alguma de suas experiências para o conversadô atual. Assim meus fios a fumaça limita e também aproxima, desinibindo quem vai fazer o faladô. Faz o fio se sentir em casa e aproveitar o momento acolhedô.
Ritual de Umbanda serve de canal entre o concreto e o abstrato, é elemento disciplinador entre as várias etapas que o fio tem a cumprir, não sendo exemplo de primitivismo como falam as más línguas.
Vamos estudar meus fios! Vamos se esclarecer! Vamos conhecer pra só depois falar!
Pois, não há nada mais primitivo do que o orgulho, o egoísmo, a maledicência e o apego material que suncês meus fios não se cansam de carregar!
Oh! Congo deixa Nêgo trabalhar...
Naruê meu Pai!
Patacori Ogum! Ogunhê!!!
Pai Firmino do Congo
Médium Mãe Luzia Nascimento
Em 07/09/2007