terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vampirismo

Vampirismo

O sentido da vida é simples, difícil, meus irmãos, é não sabermos dar sentido a ela... Daí, a vida se torna enfadonha, por não sabermos vivê-la. E, diante disso, buscamos nas outras vidas, que não são as passadas, mas as alheias, meios motivacionais de vivermos... O que chamamos de vampirismo... Que é o ato de sugar, por mórbido interesse, a vida de outrem. Mas nesse sugar, o vampiro não se dá conta que ele suga, esvazia "a vítima", mas também se esvazia, pois não tem nele substrato de vida real. Daí procura outros sempre, a fim de lhes sugar a vitalidade.


Mas, como sabemos, o vampiro teme a luz do sol... Porque o sol é vida e ele não sabe viver, ele morre ante a vida, porque a vida o obriga a viver... Ele se esconde nas sombras. Ele foge da cruz, porque a cruz nos remete à retidão de caráter, no sentido horizontal; ao equilíbrio interior, no vertical, no sentido ascensional, rumo à Deus. Para isso, para se ver a cruz e viver debaixo dela, contudo, exige-se mudança de valores, de hábitos, transformação interior...
Eis um motivo porque o vampiro foge da cruz... Ele não quer mudar, ele só quer sugar.

Vai ser preciso, então, que a vida o transforme em pó, novamente, para que, numa próxima ocasião, este tome ciência de que só se é feliz quando se busca viver a sua vida, não interferindo ou manipulando a de outros... E mais, não as prejudicando, tentando demovê-las de suas jornadas, ou invejando-as porque elas conquistaram seus objetivos, mediante esforço íntimo e méritos... Méritos esses que podemos inserir sentimento e fidelidade, amor e companheirismo, retidão e caráter!


Quando um vampiro aparecer na sua vida, irmãos, arme suas garras, não baixe suas armas nem que seja a pedido, pois quando se convida um vampiro para o seu convívio, ele adentra á sua casa e lhe consome... Depois joga fora a carcaça usada.


“Não dê suas pérolas para os porcos, pois eles não as compreenderão, e pisando sobre elas, se voltarão contra vós” (Jesus no Evangelho)

Texto retirado do Jornal Espírita

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Acordem Para a Vida!

Acordem Para a Vida!
Pai Firmino do Congo
            Na dificuldade de encarar a vida, é sempre fácil responsabilizar os outros;
            Na dificuldade de se relacionar com os outros, é sempre fácil olhar os defeitos;
            Na dificuldade de amar o próximo, é sempre fácil escolher a indiferença;
            Na dificuldade de competência para ser feliz, é sempre fácil infelicitar os outros;
            Na dificuldade de caráter é sempre fácil o nivelamento alheio;
            Na dificuldade de atitude é sempre fácil condenar o carma;
            Na dificuldade de buscar caminhos retos, é sempre fácil procurar atalhos;
            Na dificuldade de obedecer a ordens, é sempre fácil se julgar injustiçado;
            Na dificuldade de compreender liberdade, é sempre fácil buscar a libertinagem;
            Na dificuldade de lágrimas sinceras, é sempre fácil o sorriso falso;
            Na dificuldade de exercitar a mente, é sempre fácil obter respostas prontas;
           Invariável reconhecer que para as nossas dificuldades, sempre temos desculpas variadas, mas, para as dificuldades dos companheiros que nos acompanham no dia a dia sempre temos condenações.
            Por que será que exigimos tanto do outro quando não lhe suportamos as exigências?
Alguns poderão responder: é o instinto de conservação que fala mais alto, temos que nos defender!
Então nêgo velho pergunta: que diacho de conservação é essa que só guarda o que não é bom? Num existe mandinga pior do que carregar bagagem desnecessária e se suncês tão carregando egoísmo, vaidade, orgulho e prepotência. Tão é perdendo tempo!
 Mas aí suncês vão dizer: Pai Firmino a natureza não dá saltos! E eu vou arresponder: concordo com suncês meus fios! Ela num dá salto, mas, cumpre as funções estabelecidas por Zambi.
Ao invés de suncês querer ser o que não são, procurem ser o que podem ser meus fios, tenham humildade em tudo que façam e reconheçam que só aprendendo a vencer suas dificuldades é que suncês sairão vitoriosos.
Acordem para a vida! Pois, guia nenhum vai fazer o que cabe a suncês fazerem.
Naruê meu Pai!
Patacori Ogum
Ogunhê!

enviado por: 
TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ
CABANA DO CABOCLO ROMPE MATO

Av. do Cursino, 3166 – Vl. Moraes/Saúde
São Paulo – SP



quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Magia na Umbanda

Magia na Umbanda

Uma das características da Umbanda que contribui fortemente para gerar polêmicas entre nossos irmãos de outros credos é a utilização que a Umbanda faz da Magia. Todo ritual de Umbanda é um ritual de magia, desde as giras nas tendas, barracões e terreiros de Umbanda, até os rituais juntos a natureza (cachoeiras, mares e matas), sem contar os inúmeros despachos, cruzamentos ou benzimentos, ervas, velas, pontos cantados e riscados. Não há como separar o aspecto magístico do religioso na Umbanda.
Mas o que é magia? Dependendo de que se acredita, magia pode ser conceituada de diversas formas e aqui procuraremos defini-la como sendo a instituição, através de práticas, ritos e palavras, que estuda e manipula energias sutis, imperceptíveis no meio físico, visando obter resultados perceptíveis, dando ao homem domínio sobre a natureza.

A Ignorância é a mãe de todos os males.

A ignorância a respeito da magia induz o homem a 3 possíveis erros:
- A incredulidade mediante a superficialidade de seus conhecimentos;
- O temor ante o desconhecido, que paralisa e dificulta sua ação;
- A superstição que é a ignorância manipulando o desconhecido, que por não entender a estrutura da magia pode distorcer a realidade e levar ao erro.
A mentalidade vaidosa e arrogante não se reconhece ignorante, ela emite seus julgamentos precipitados acerca da magia tendo por base para sua avaliação os truques circenses que sabidamente são técnicas ilusionistas de entretenimento. A mente vaidosa ignora os mecanismos ocultos da magia verdadeira e conclui que tudo não passa de truque ou sugestões feitos na tentativa de enganá-lo. Este modo é típico de mentalidades materialistas, que nega o mundo astral por não conceber nada que possa ser superior a sua arrogância.
Já a ignorância de pessoas portadoras de uma fé muito grande pode acarretar o oposto. Por desconhecerem os fundamentos e os mecanismos da magia, entretanto conhecendo e aceitando seus efeitos passam a temê-las como algo maligno e ameaçador. Estas pessoas podem atribuir um valor exagerado ao poder da magia e sua credulidade poderá torná-las vítimas de magos negros sem escrúpulos.
Rejeitar ou temer exageradamente a ação da magia são atitudes passivas da ignorância do arcabouço da magia, entretanto a superstição nasce das tentativas de fazer uso da magia sem ter as credenciais necessárias para tal intento. É como a criança a brincar de médico, a brincadeira pode revelar uma vocação, mas de forma alguma estará ela, sem concluir seus estudos, apta a exercer a medicina.

Magia na Lei de Umbanda.

Muitos sistemas de magia pregam a total liberdade do homem em busca do domínio da Magia, alguns enunciam em sua lei: Faça o que quiseres, pois esta é a Lei. Isto significa que não existem limites e que o homem estaria acima do bem e do mal e aquele que possuir o conhecimento necessário estaria liberado a usá-lo sem o menor pudor e ética.
Na Lei de Umbanda, não é assim que ocorre. Existem as Leis Maiores, estabelecidas por Deus. O Criador é infinitamente maior que a criatura. Temos sim a Lei de Livre-Arbítrio, somos livres para fazer o que quisermos, mas por outro lado é necessário responsabilidade por nossos atos. Nosso livre arbítrio é ajuizado pela Lei do Carma, ou ação e reação, e tudo que fizermos ao próximo receberemos a reação. "Fazei aos outros o que desejais que vos façam". Esta é a nossa Lei, sendo assim, o sistema magístico de Umbanda é basicamente um culto religioso de "Magia Branca", entendendo Magia Branca como uma modalidade de magia atrelada à ética, ou melhor, de magia subordinada à caridade.

Fonte: Flexa de Luz, boletin doutrinário do Cruzeiro da Luz

TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ
CASA DA MÃE SANTÍSSIMA
RUA DO GRAJAÚ, 33  GRAJAÚ  RIO DE JANEIRO/RJ

CABANA DO CABOCLO ROMPE MATO

Av. do Cursino, 3166 – Vl. Moraes/Saúde
São Paulo – SP

Oração de São Francisco de Assis

Oração de São Francisco de Assis


Senhor,

Fazei-me instrumento de Vossa Paz!

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Onde houver ofensas, que eu leve o perdão.

Onde houver discórdias, que eu leve a união.

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.

Onde houver erros, que eu leve a verdade.

Onde houver desesperos, que eu leve a esperança.

Onde houver tristezas, que eu leve a alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz.


O Mestre,

Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado.

Compreender que ser compreendido.

Amar que ser amado.

Pois é dando que se recebe.

É perdoando que se é perdoado.

E é morrendo que se vive

Para a Vida Eterna!

Assim Seja!

domingo, 27 de setembro de 2009

Você sentirá saudades?

Você sentirá saudades?


Um famoso pensador, ao ser entrevistado, afirmou que uma das perguntas de maior teor filosófico que mais o fez pensar nos últimos tempos, tinha vindo de sua filha, uma menina de poucos anos de idade.

Afirmava o entrevistado que, certa feita, ao dar o beijo de boa noite para sua pequena, ela o surpreendeu com a seguinte pergunta: Pai, quando você morrer, irá sentir saudades de mim?

A pergunta da menina, longe da ingenuidade infantil, traz no seu bojo profundos questionamentos filosóficos. Você mesmo já se surpreendeu pensando naqueles que lhe antecederam na viagem de retorno ao mundo espiritual?

Já se perguntou onde estarão eles? Sentirão saudades de mim?

Ou já pensou em algum momento: Como pode o manto da morte ser capaz de destruir sonhos, romper laços fraternos, separar aqueles que se amam?

E já se questionou se aqueles a quem queremos bem, que nos são caros ao coração, que convivemos anos a fio, compartilhando anseios, dúvidas, desafios, medos, com a morte ficam irremediavelmente afastados de nós?

É comum dizermos: Perdi meu pai, ou Perdi meu filho, quando esses se vão com o fenômeno da morte. Será verdade que os perdemos?

A razão nos diz que não. Como pode a morte vencer os laços construídos ao longo dos dias, dos anos, feitos no olhar, na dedicação, na cumplicidade, no compartilhar de dores e felicidades?

Como pode o fenômeno biológico vencer os sentimentos verdadeiros, que nascem nos refolhos da alma e são guardados no coração?

Pensar dessa forma é imaginar que Deus pouca importância daria para o amor. Afinal, de que valeria amar alguém, se isso tudo nos levaria ao nada?

Já que a morte do corpo é inevitável, inevitável seria então perder nossos amores.

A lógica nos conduz ao entendimento das Leis de Deus, a nos explicar que os laços de amor vencem as distâncias provocadas pelo tempo e pelo espaço.

Aqueles que se amam, onde estiverem, continuarão se amando, mesmo que momentaneamente apartados.

E é isso que a morte do nosso corpo físico nos provoca. Temporariamente, ficamos apartados daqueles a quem amamos.

No entanto, logo mais, em um tempo que a vida nos dirá, nos reencontraremos, com as saudades daqueles que, após longa viagem, se reencontram para reviver o carinho, afeto e sentimentos que sempre existiram.

Quem parte de retorno ao mundo espiritual, pelo fenômeno da morte do corpo físico, é alguém que nos antecede na viagem de volta.

Como nos ama, de lá fica nos aguardando, para um reencontro inevitável. Naturalmente sente saudades como nós, sente nossa falta, como sentimos nós a dele.

*   *   *

Quando a saudade dos amados apertar nosso peito, que nossos pensamentos sejam de carinho, com a certeza de que nos encontraremos.

Aguardemos sem revolta pois afinal, dia desses lá estaremos nós, a revê-los, no retorno que também faremos ao mundo espiritual.

Redação do Momento Espírita

sábado, 19 de setembro de 2009

Despachos ou Mentes Desequilibradas?


ESPÍRITOS  DEMÔNIOS   ENCOSTOS   MAGIAS
Despachos ou Mentes Desequilibradas?
 Observamos, no decorrer de anos de trabalhos a fio, nuances preciosos que irão margear bem o que iremos decorrer nessa nossa discussão. Dentro da psiquiatria moderna, iremos encontrar estudos preciosos quanto aos transes religiosos, as vi­sões de espíritos, a crença nas feiti­çarias, ma­gias negras, encostos, de­mônios, etc.
O grande psicanalista suíço, Carl Jung, teorizou que os maus espíritos, ou as figuras aterrorizantes, são ima­gens gravadas coletivamente na mente humana e foram batizados de arqué­tipo. Esses arquétipos acompanham a humanidade há milhares de anos.
O diabo é um desses arquétipos, que muitos acreditam incorporar, e representa forças destrutivas dentro da própria pessoa.
Através dessa crença, muitos procuram as religiões para que seja efetuado um “exorcismo”, cuja função seria livrar a pessoa dos maus que a apoquentam, e que esse “exorcismo” puniria o delinqüente que estaria perturbando a pessoa, por mais poderoso que seja.
O apelo ao demônio é forte porque atende a uma grande camada da população que vive imersa na supers­tição. Em geral, acreditam piamente na força destrutiva da magia negra e das forças ocultas.
O povo acha que o demônio e os espíritos do mal estão por aí, agindo atra­vés dos incautos. Jogar a culpa por tudo que há de errado no demônio ou em espíritos do mal é uma solução confortável para quem busca alívio através de cultos religiosos, mas as conseqüências podem ser graves, pois a pessoa sai do culto religioso acreditando que não tem responsa­bilidade moral pelos erros que comete, e fica convencido de que possui uma personalidade frágil e influenciável.
Tudo isso se aplica também à Umbanda, onde muitos cometem os erros crassos de somente culpar uma pretensa “macumba”, “despacho” ou “mal feito”, encomendado por um desa­feto, como fatores conclusivos de suas vidas encontrarem-se em desgraça.
Muitos se entregam ao pensa­mento obsessivo e conclusivo de per­se­guições espirituais ou mesmo “de­mandas” diárias em sua vida. Se con­vencem e geralmente convencem a outros que são perseguidos por hostes infernais, ou mesmo pessoas que lhe querem mal.
Lembre-se que cada um projeta seu próprio inferno. Com o passar do tempo, cada um constrói um infer­no competente em suas vidas e passam a vivenciá-lo de forma efe­­tiva, e com isso, através da lei de afinidades, atraem para si le­giões de seres que vibram na mes­ma faixa de pensamento. Com isso, a vida desse infeliz passa a ser um mar de perturbações, demandas, magias negras e por ai afora, e com certeza vão rapidinho culpar alguém por efetuar as tais “macumbinhas” contra ele.
Criam na mente das pessoas, que geralmente são presas fáceis e manipu­láveis, que tudo o que ela tem de ruim em sua vida, foi pelo fato de alguém, por olho gordo, inveja, ou ódio, levantou forças ocultas negras pode­rosas contra eles, através de matan­ças de animais, velas pretas, bone­quinhos, etc., e que a vida dessas pes­so­as estão no fundo do poço, devido a uma “feitiçaria” encomendada contra elas, quando não afirmam supersticiosamente que seus “guias” estão lhe cobrando trabalho ou oferendas. Outros ainda se convencem, e convencem as pessoas, que estas são perseguidas por quiumbas, Exús ou Pombas Giras, porque não desen­volveram a sua mediunidade, e que irão entrar para o mundo da perdição enquanto não se livrarem desses encostos. E haja trabalho. E haja dinheiro.
Outra coisa muito corriqueira no meio Umbandista é a crença que tudo de errado que está acontecendo com o “pai de santo” ou com o “terreiro”, é provindo de uma “demanda” encomen­da­da por aqueles que querem destruí-lo. Muitos médiuns e sacerdotes acreditam estarem sendo perseguidos por falanges negras, demônios, quiumbas, Exús e Pombas Gira, que querem transformar suas vidas em miséria.
Vejam bem que a coisa é com­plicada, e existe uma crença coletiva de que existe essa perseguição das trevas em suas vidas. Mudaram-se os tempos, mas não mudaram as formas e a perseguição continua.
Até quando iremos nos apegar à superstição desse tipo? Até quando iremos dar atenção às coisas que nos fazem mal?
Existem as forças negras em ação, e isso é patente. Mas o mal foi criado pela mente humana e existe por uma necessidade humana. Deus não criou o bem e o mal. Só o bem é eterno. Não existe essa coisa de luta eterna entre o bem e o mal. Se o mal vence uma situação momentaneamente é porque a pendenga ainda não terminou.
Se alguém, por maldade ou igno­rância, nos envia alguma carga negativa e ativa forças negativas poderosas contra nós, só vai dar resultado se nós estivermos na mesma faixa vibratória dessa maldade, ou seja, se estivermos em discordância com as forças positivas reinantes no universo.
Deus não é injusto com ninguém. Ele a tudo vê e a tudo permite. Portanto, tudo o que sofremos, com certeza é por merecimento. Veja que Jesus quan­do praticava curas, ao final sem­pre dizia às pessoas: “Vá e não pe­ques mais”. Com isso, Jesus já alertava que tudo o que a pessoa tinha, era por merecimento, ou seja, tinha dado abertura para que tal mal a acometesse.  
Sabemos que existem espíritos trevosos e maus, que chamamos de kiumbas ou obsessores, e que são poderosos, mas estão assen­tados em poderes vibratórios ne­gativos e comandam forças negativas criadas por condição da mente hu­mana, e quem cair nesses reinos, está em consonância vibratória com os mesmos. É simples: a cada um, se­gundo seu merecimento.
“A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória, e quem colhe é Deus Pai Todo Poderoso” – disse Jesus.
Agora, acreditar que esses “de­mônios” estão em luta constante contra Deus, e que estão atuando em nossas vidas por vingança particular, ou querem minha alma imortal, é outra ignorância das leis imutáveis que regem todo o universo. Sabemos da existência de magias negras e feitiçarias, mas essas so­mente atuarão de forma negativa na vida de alguém, se esse estiver vi­vendo totalmente em desacordo com as Leis de Deus.
Uma coisa grave observada por nós durante todos esses anos, é a proliferação de “videntes” que por toma lá qualquer coisa, principalmente a tenção sobre eles, rapidinho vêem aura até em poste na rua. Que absurdo. A vidência é um dom paranormal natural e não tem como desenvolvê-la. Agora, existe muita gente tresloucada e com uma imaginação fértil, se dizendo vidente, e por qualquer coisa, rapidinho dizem estar vendo demandas, espíritos do mal, luzes prá tudo quanto é lado, espíritos com vestimentas exube­rantes, fadas, gnomos, demônios horrorendos e por ai afora. Quanta ingenuidade (ou maldade né?). E por essas e outras, acabam por influência de outros, enxergando o que não existe, ou seja: enxergando somente o que suas mentes ou as mentes de outros concebem como verdade. É por isso que prolifera tanta crença na demanda e feitiçarias, todas, invaria­velmente “vistas” por um desses falsos videntes.
Então vejam que neste momento, através de mentes desequilibradas, maldosas, muitos que se dizem viden­tes, se utilizam de um falso dom, para denegrir, atormentar e criar falsas verdades em cima de inocentes, fa­zendo com que as pessoas que tam­bém são desequilibradas se voltem con­tra os inocentes, criando rancores, ódios e pensamentos destrutivos.
Nessa hora eu pergunto: Onde estão os verdadeiros Guias Espirituais que estas pessoas dizem ter, que não as alertam do erro? Mistério.
Se Guias Espirituais verdadeiros vissem algo patente, imediatamente iriam procurar um meio de desfazer o mal feito, mas com certeza, sem alardear o tal fato e muito menos “fofocar” para não trazerem ódios, desforras e nem pensamentos ruins.
Cuidado. “Guias espirituais” que somente ficam verbalizando deman­das, magias negras, fofocas, com cer­teza são quiumbas, ou também pode ser puro animismo, onde a mente doentia do “médium” entra em ação.
Os quiumbas costumam convencer as pessoas de que são portadoras de magias negras, olhos gordos, invejas, etc. inexistentes, sempre dando nome aos bois, ou seja, identificando o feitor da magia negra, geralmente um ino­cente, para que a pessoa fique com raiva ou ódio, e faça um contra feitiço, a fim de pretender atingir o inocente para derrubá-lo. Agindo assim, matam dois coelhos com uma cajadada só: afundam ainda mais o consulente incauto que irá criar uma condição de antipatia pelo pretenso feitor da magia, e pelo inocente que pretendem preju­dicar.
É chegada a hora de pararmos com essas atitudes negativas contra nós mesmos e contra as pessoas que nos procuram e procurarmos cultivar nas pessoas que elas estão em um Templo religioso a fim de se reencon­trarem com Deus e consigo mesma, e a fim de se reequilibrarem para seguirem felizes e em paz suas vidas. Devemos incitar o amor, o perdão, a bondade, a união, a fraternidade e a benevolência.
É só analisarmos com atenção e chegaremos à conclusão que se todos os espíritos, ou seres humanos, fos­sem portadores de dons sobrenaturais poderosos e tivessem liberdade irrestrita para realizarem o que bem en­tendessem, o mundo viraria uma ba­gunça. Afinal, você, e só você tem o direito do livre arbítrio em sua vida. Jamais outra pessoa tem o direito de mexer em nosso livre arbítrio, a não ser que permitamos.
Onde estaria Deus em tudo isso? Onde estão os Guias Espirituais em tudo isso? Onde estão os Sagrados Orixás em tudo isso?
É triste observarmos médiuns acreditando tão somente em forças destrutivas presentes em suas vidas.
Vamos falar mais em Deus. Vamos incitar mais o amor e o perdão. Vamos estudar e vivenciar mais o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, do que querer aprender contra-magias. Vamos pregar a imortalidade da alma, e que existe paz e união entre todos.
O mal existe, mas não vamos dar o devido crédito a ele. O olho gordo existe, mas não vamos dar o devido crédito a ele.
Nós não somos a imagem e se­melhança de Deus, mas sim, a presença viva do Deus vivo em nos­sas vidas. Jesus disse: “Sois Deuses. Podeis fazer tudo o que fiz, e até mais”. - “Pedi e obtereis”. - “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”. - “Tudo é possível, àquele que crê”.
Quando um irmão nos procura e diagnosticamos uma presença espiri­tual negativa junto dele, devemos pro­ceder a retirada dessa energia/espírito negativa e bem orientar a esse irmão, que essa aproximação deveu-se a uma simbiose de pensamento e atitu­des, e não a uma perseguição gratuita.
Não podemos criar em nossas mentes que nossos Templos são alvos constantes de “demandas”, pois estaremos dando vazão à credibilidade excessiva de nossas mentes doentias, e a nossa mente acaba absorvendo esse conceito criado pelo nosso inconsciente.
Deus não é injusto. Deus a tudo observa, e a tudo permite. Portanto, nós merecemos o que estamos recebendo.
Deus se manifesta na Terra, atra­vés de toda a Natureza, mas se mate­ria­liza e se comunica através do nosso espírito imortal, da nossa mente e do nosso coração.
Assim também o mal se materializa através da nossa mente e do nosso coração.
Por isso, vamos nos educar, va­mos nos evangelizar, vamos seguir fielmente os conselhos de nossos Gui­as Espirituais e transformar nossas vidas em bênçãos.
Vamos criar em nossas mentes positivismo e cuidar bem de nossa saúde mental e física.
Não vamos dar crédito somente à negatividade, mas sim, criar em nossas vidas e em nossos Templos um clima de paz, amor e alegria, pois estaremos realizando a verdadeira missão da Umbanda, que é a libertação do homem.


Texto extraído do livro:  O ABC do Ser­vi­dor Umbandista – autoria: Pai Juruá
Fonte: Flexa de Luz - Boletin Doutrinário do Cruzeiro da Luz



segunda-feira, 24 de agosto de 2009



Linhas de Direita e Esquerda: O equilíbrio da Umbanda
Por: Daniela Guerrato


    Mistério é a manifestação de algum dos sentidos da vida, de forma energética e irradiante. Oxalá é regente da fé e manifesta esse mistério na forma de irradiações que estimulam a religiosidade. Oxum é regente do amor e manifesta esse mistério através de irradiações que estimulam as vibrações de amor que une os casais, pais, filhos e irmãos. Ogum irradia energias que estimulam a Ordem. Xangô irradia energias que estimulam a Justiça
    Enfim, mistério é algo que existe por si mesmo e irradia continuamente. Para se ter uma idéia mais humana do que seja mistério, compare-o com o dom. Pessoas tem o dom de cantar, ensinar, benzer, etc...
    Ninguém sabe explicar como surge o dom, mas todos admiram quem possui um dom forte. Quem tem o dom de ensinar, está manifestando o mistério do saber. Quem tem o dom de cantar, está manifestando o mistério da harmonia sonora. Quem tem o dom de emitir juízos corretos, está manifestando o mistério da Justiça.
    Quando falamos em Deus e Seus Divinos Tronos, estamos nos referindo aos Sagrados Orixás. Cada Orixá é uma individuação de Deus, um pedaço de Deus que atua em determinado sentido da vida, sendo estes sentidos: Fé, Amor , Conhecimento, Lei, Justiça, Evolução e Geração.
    Cada Guia Espiritual se coloca sobre a regência de um ou mais Orixá e isso irá determinar a atuação deles, ou seja,o sentido da vida que ele irá trabalhar e o mistério que ele utilizará. Um dos mistérios que os Exus irradiam é a vitalidade. Vitalizando a fé, o amor, o conhecimento, a justiça, a lei, a evolução e a geração e desvitalizando a ilusão, o desamor, a ignorância, o desequilíbrio, a desordem, a falta de evolução e a esterilidade.
    As Pombas Giras são portadoras do mistério do desejo. Não só o desejo sexual, mas o desejo aplicado em todos os sentidos da vida. Afinal sem o desejo de aprender, crescer, evoluir, viver e etc, a humanidade se tornaria apática.
    Da mesma forma que uma pilha, todas as pessoas possuem um pólo energético positivo e um pólo energético negativo. Esse é o equilibro energético da criação.
    Existem, portanto, guias espirituais que atuam no que chamamos de linha de direita, ou seja: Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, etc. Esses guias atuam no lado positivo das pessoas. Já entidades que atuam no lado negativo das pessoas, ou seja: Exus e Pombas Giras, formam o que chamamos de linha de esquerda.  Tudo que existe tem um equilíbrio energético, com a Umbanda não é diferente. Por isso temos na Umbanda as linhas da direita e da esquerda para manter o equilíbrio. Essas linhas se unem no entendimento das dificuldades humanas e na busca das soluções dessas dificuldades. Não trabalham uma contra a outra, mas sim uma com a outra, respeitando a Lei Maior e a Justiça Divina, sempre levando em consideração a necessidade e o merecimento de quem busca o auxilio, pois nenhuma divindade ou guia espiritual pode mudar a Lei de Deus e se alguém tem que passar por algum momento difícil, a Umbanda orienta e ampara, para que a dificuldade seja compreendida como uma experiência a mais na vida do consulente.
    Onde queremos chegar com tudo isso? Simples, ao entendimento de nossa querida religião que tanto nos ampara.
    A palavra religião significa: “aquilo que religa a Deus”. É esta a função da Umbanda, como todas as outras religiões, é oferecer um caminho para que nós possamos nos conectar novamente ao Divino Pai Olorum.

Daniela Guerrato
Núcleo de Estudos e Práticas Umbandista “Pai Tupy”
Rua Professor Roberto Cavalheiro Brizola, 43
Bairro do Limão